Érica Minchin - Moda e Consultoria




por Érica Minchin - 21 de julho de 2010

É fato que ser ‘ecofriendly’, além de necessário, de certa forma virou “modinha”.

Digo isso porque, a princípio, a preocupação maior é de se dizer preocupado com a natureza, do que realmente ser e agir.

Mas não vou discutir por aqui os méritos de algumas empresas, porque esse tema já foi muito bem abordado no artigo “O eco do fashion”, publicado no ”Página 22″ .

Independente de ser uma ação com data prevista para começar e acabar, ou algo permanente, uma das vertentes que têm ganhado mais força no sentido ecologicamente correto é o de aproveitar o que já existe.

O pensamento é: “para quê adicionar mais à montanha de roupas já existente?”.

Faz muito sentido.

Muitas vezes as pessoas doam roupas porque não servem, não gostam, ou porque deixaram de fazer parte da sua identidade e não porque a roupa está danificada.

Em minhas inúmeras visitas a brechós em cidades variadas, sempre encontrei roupas com excelente qualidade – algumas até com a etiqueta de preço!

Os brechós, aliás, estão ficando cada vez mais “profissionalizados” – é só notar a proliferação de “brechós chics” com roupas selecionadas cautelosamente, ambiente bem arrumado, confortável e que proporciona uma boa experiência de compra, enfim…

Então, realmente, porquê não aproveitar pelo menos uma parte das roupas boas que já existem no mundo?

Você não precisa usar exatamente como comprou – sempre dá para tingir, cortar, ajustar e dar uma alterada básica só para atualizar a peça.

E não me venha com a ladainha de que não sabe a energia da pessoa que usou antes, porque só o fato de você poupar a natureza de algo que demoraria sabe lá quantos anos para se decompor já transforma qualquer karma em bom!

Mas por quê eu estou falando isso?

Algumas marcas e estilistas levaram a idéia adiante e estão fazendo com que roupas antigas ganhem uma cara completamente diferente.

Conheci o trabalho de Maroussia Rebeck e sua marca Andrea Crews por causa de sua palestra no Pense Moda, em novembro do ano passado. Cada roupa é pensada, transformada e recriada individualmente e, por isso, apesar de serem peças de segunda mão, a marca vende suas criações em lojas badaladíssimas como a Colette. Como disseram as meninas da Oficina de Estilo, o mais legal é que ela vê a roupa de uma maneira diferente: uma camisa, por exemplo, não precisa ser usada da maneira convencional… pode ser vestida como, sei lá, uma calça! No blog da Oficina, aliás, tem um trecho da palestra em vídeo, é bem interessante. É tudo tão incrível que se você visse os modelos sem saber a história por trás jamais imaginaria que foram feitos através de peças usadas!

Outra marca apaixonante é a Milch – que eu descobri esses dias através do TrendHunter.com. A diferença do trabalho deles é que usam apenas peças clássicas do guarda-roupa masculino que transformam em peças femininas. Diga-se de passagem, peças muito legais! Uma calça de alfaiataria pode virar um vestido, um colete com capuz e até um chapéu super estiloso!

Aqui pelo Brasil, o Morumbi Shopping traz o Projeto Moda Reciclada. Apesar de ser um projeto temporário, não deixa de ser super bacana. Principalmente porque quem passar pelo shopping poderá ver a transformação das peças num ateliê de vidro que será construído no Atrium do shopping! Vai funcionar assim: até dia 01/09 o shopping receberá doações de peças usadas que serão usadas no evento. As peças ganharão a releitura de Alexandre Herchcovitch e serão confeccionadas entre 22 e 31 de agosto pela Ong Florescer e, entre 2 e 19/9, elas serão vendidas numa pop-up store e terão sua renda revertida para a Ong.

Quem também está entrando na onda e se propôs a “reinventar roupas em um mundo já saturado delas e escasso de novidades” é Rita Wainer, que está colhendo doações para o seu projeto Born Again.

Se você estiver naquela fase economica e for dada aos trabalhos manuais, que tal se inpirar no blog “New dress a day“? Marisa, a dona do blog, resolveu passar um ano sem comprar roupas novas,apenas transformar roupas já usadas encontradas em bazares da vida. Tudo isso com um budget: US$ 365,oo para gastar em 365 dias. Embora eu não ache os resultados sempre agradáveis, a idéia é muito boa e inspira aos DIYers pelo mundo afora.

Obviamente, empresas continuarão fabricando roupas e acessórios novos.

Nem poderia ser o contrário.

A indústria têxtil ainda é uma das maiores responsáveis pela geração de empregos no país (e no mundo) e adquirir aquela roupa especial “da última moda” apenas para mimar a si mesmo, não por necessidade, vai continuar sendo sempre um carinho consigo mesmo.

Mas, a verdade é que, se pelo menos uma pequena parcela dessa indústria seguir esse direcionamento, o planeta agradecerá. E muito!

Uma das melhores formas de estudar as mensagens que a aparência transmite, é estudando figurinos.

Independente de se trabalhar com moda e consultoria de imagem, é fascinante ver o porquê de cada detalhe ter sido escolhido de acordo com características do personagem que o usa.

E que forma melhor de demonstrar isso do que usando como exemplo uma série que tem como enredo a vida de uma mulher e seus 3 alter-egos completamente distintos – entre eles, um militar machista?

Estou falando de “United States of Tara”. Série que comecei a assistir recentemente e que é maravilhosa.

Criação de Diablo Cody e atuação de Toni Collette e John Corbet à parte, se você não gostar da série, assista pelo menos uma vez com o foco no figurino.

Toni interpreta quatro personagens:

Tara, a artista plástica com transtorno dissociativo de identidade, casada e com dois filhos adolescentes para criar, que associa as tarefas do lar ao seu trabalho.

Em se tratando de estilo, Tara é a “natural”. Não só porque é o estado “normal” da personagem, mas porque suas atividades também exigem conforto e praticidade. Suas peças geralmente são neutras, como jeans, camisetas básicas, calças de moleton e cargos. As cores seguem a mesma linha: variações de areia, marrom, cinza, marinho, branco, preto, eventualmente contrastadas por cores mais vivas, como verde limão. Não deixa de usar estampas, afinal sua profissão de artista plástica permite que expresse sua criatividade nas roupas, porém sempre opta por usá-las em cores mais neutras e modelos mais clássicos. Usa pouca maquiagem e acessórios pequenos e discretos, como argolas pequenas, correntes com pingentes pequenos e relógio estreito de couro.  O cabelo geralmente está solto, ao natural, ou despretensiosamente preso em um rabo de cavalo.

Alice é a dona de casa careta e retrógrada, super religiosa, bem educada e sempre impecável. É do tipo que faz bolos confeitados, engoma as peças e vinca até os jeans do marido. Devota sua vida aos cuidados do lar.

Suas peças são femininas e com um ar retrô, de dona de casa dos anos 50. Abusa de vestidos acinturados e rodados e cardigans. O comprimento das peças é sempre abaixo do joelho. Tonalidades de rosa e florais são o ponto alto do seu guarda-roupa. Como acessório, usa o clássico colar de pérolas e o ponto alto da sua maquiagem é um batom vermelho. Seu cabelo é meticulosamente penteado.

T. é uma adolescente rebelde e descolada. Usa maconha, só pensa em fazer compras e é do tipo que abusa de muitas gírias para se expressar.

Em seu figurino estão calças de cós super rebaixado com a calcinha fio dental aparecendo, jeans e blusa decotadas e que deixam a barriga de fora e o sutiã aparente. Os acessórios são coloridos e chamativos como os tenis de cano alto, os brincos de estrelas penduradas e os óculos de sol de armação branca. Usa cores vibrantes e mistura estampas completamente desconexas.

Buck é o militar mulherengo, bebado e encrenqueiro.

Seu figurino inclui, basicamente, jeans oversized desgastado, camisetas com estampas localizadas e, por cima, camisas xadrezes com as mangas arrancadas, fazendo de colete. Os acessórios incluem um relógio largo de couro, coturnos, boné desgastado, óculos Ray Ban tradicional de gau, corrente no bolso e, como não poderia faltar, suas medalhas de militar.

O fundamental quando se analisa os elementos que compõem o figurino de um personagem caricato ou o look de uma pessoa, é observar como o conjunto é composto. Não é apenas uma cor que define, mas toda a composição.

Continuando a usar a série para ilustrar, repare que uma camisa xadrez, por exemplo, é usada tanto por Tara quanto por Buck. Tara usa uma versão mais ajustada ao seu corpo, de mangas 3/4, confortável, porém feminina, enquanto Buck usa uma camisa super larga, sem as mangas e em forma de colete.

O jeans de buck é oversized e desgastado, o de T. é justo, rebaixado e usado com a barra dobrada, enquanto o de Tara é reto e possui a boca levemente aberta, mais tradicional, e cintura no lugar.

Tanto Tara, quanto Alice e Buck usam cores neutras, porém o corte das peças de Alice é mais recatado e feminino, e suas cores são mais claras e rosadas, quando opta por cores mais vivas elas sempre aparecem em tons mais fechados (o verde puxa para o abacate, menos vibrante) e o neutro de Buck é mais escuro, sempre próximo do preto e marrom.





por Érica Minchin - 14 de maio de 2010

Ok, eu confesso: eu tenho um vício.

Tudo começou há uns 10 anos, quando eu me apoderei de uma bolsa de festa, que tem o dobro da minha idade e que em teoria pertence à minha avó.

Anos depois, quando bolsas tipo carteira viraram febre, minha tia me deu as dela, um pouco mais novas e também super bem conservadas… Alguma coisa crescia dentro de mim.

No começo deste ano, por indicação de amigas, fui à um bazar beneficente e encontrei uma bolsa de acríclico mescla maravilhosa. Mas no meio de tantas peças, acabei esquecendo de levar – não me perdoei até hoje!

Outro bazar veio e eu comprei a bolsa mais gracinha do universo…

Aí eu fui viajar para Ilhabela e vi uma plaquinha pequena que anunciava um brechó que abria apenas às terças e quintas, das 14h as 17h. Descobri isso na quarta à noite, sendo que eu iria embora na sexta de manhã. Na quinta, dei um jeitinho de passar por ali e adivinhem o que encontrei no meio de tanta ‘tralha’? A irmã menor da bolsa que havia adquirido uma semana antes.

Claro que eu alimentei o bichinho do vício, que continuava se desenvolvendo aqui dentro.

Nesta semana, uma amiga me mostrou preciosidades do centro de Santos – entre elas, um “antiquário coletivo”. Mais duas peças sorriram, querendo se juntar à coleção.

Agora o bichinho virou um adolescente descontrolado e eu quero todas as bolsas vintage do universo!

Há quem colecione selos, moedas, dinheiro… Eu pretendo dedicar todo o meu amor à essas belezinhas.

Na verdade, e eu ainda não estou exatamente pronta para admitir isso, amo coisas vintage de uma forma geral: os lenços que esta mesma tia me deu; as pulseiras, broches e outros acessórios que encontrei nas coisas que eram da minha mãe; algumas pulseiras e colares arrematados pelos brechós da vida e a lista segue…

Por quê isso? Além de gostar do design dessas peças, gosto de saber que elas contam uma história, que já viveram muitos momentos, e, principalmente, que não são mais fabricadas. Ou seja, dão um “Quê” de exclusividade e um toque de estilo até para as roupas mais básicas.





por Érica Minchin -

Se tem uma coisa que economiza um tempão na hora de se arrumar e facilita na visualização de TUDO que a gente tem no armário, é um “closet inventory”.

Isso mesmo: um inventário do guarda-roupas.

Sabe quando você vai se arrumar e pega sempre as mesmas roupas porque são as que estão na sua frente? E aquele monte de roupas que ficam jogadas em cima da cama porque você perdeu tanto tempo escolhendo que saiu atrasada e deixou para arrumar depois?

Depois que você faz um inventário das suas coisas, isso acaba.

Se, por exemplo, eu estou na casa do meu namorado e alguém nos convida para fazer algo mais tarde, eu não preciso vir para casa com tanta antecedência para me arrumar. Eu acesso meu guarda-roupas de lá mesmo e escolho as combinações possíveis e poupo o tempo da escolha quando chego em casa.

Quando eu estou com preguiça ou sem inspiração, é só acessar o álbum de looks que eu já montei antes para ter ideias do que vestir.

E nunca mais uma peça ficou esquecida, porque mesmo que a falta de espaço acabe fazendo com que eu tenha que empilhar algumas peças ou guardá-las em um lugar menos acessível, no computador ou na internet isso não acontece!

Fora que, dependendo do recurso que você usa, dá para saber quando aquela roupa foi vestida.

Bacana, não?

Dá um certo trabalho, eu confesso, fotografar peça por peça, recortar e editar as fotos. Mas o tempo economizado depois é incontável.

Eu testei algumas dessas ferramentas até encontrar a que eu mais me adequasse. Aqui vão quatro:

Se você entende um mínimo de inglês, os sites Closet Bank, My Fashion Plate e Closet Couture são especializados nesse tipo de serviço.

Os três são gratuitos e podem ser acessados de qualquer lugar e são fáceis de utilizar. O My Fashion Plate é mais pesado e as peças têm que ser acrescentadas individualmente, porém é bem bonitinho, oferece vários serviços, como consultoria de imagem,  e ele permite que você escolha que membro vai ver o quê do seu perfil, enquanto o Closet Bank não funciona como uma comunidade e o Closet Couture só possui três opções de privacidade (todo mundo, só amigos e só você), mas os três permitem compartilhamento através de redes sociais como Twitter e Facebook, assim você pode trocar idéias e pedir opinião sobre a sua roupa.

Tanto o Closet Bank, quanto o Closet Couture permitem inclusão de mais de 1 imagem por vez (o Closet Couture permite a exclusão de mais de uma imagem por vez também) e o sistema de montagem de looks é bem parecido. As peças podem ser ampliadas e reduzidas e ficam montadas de acordo com o que a pessoa desejar, porém, na hora de salvar, o Closet Bank desfaz essa configuração e empilha as peças… Creio que seja um bug, mas não posso afirmar pois continua assim até hoje.

As sobreposições são feitas com mais facilidade no Closet Couture, uma vez que no Closet Bank você precisa abrir mais de uma vez a mesma categoria se quiser duas peças dela (por exemplo, eu quero sobrepor duas blusas da mesma categoria, preciso abrir duas vezes no Closet Bank e selecionar uma peça por vez, enquanto no Closet Couture é só arrastar as peças desejadas).

Quando eu estava catalogando as minhas peças no Closet Bank, o envio pelo site parou de funcionar e eu tive que enviar por e-mail, depois o site começou a multiplicar minhas imagens (foi um terror!).. Porém, quando twittei a respeito para a equipe do site, foram super atenciosos e resolveram logo o meu problema.

Eu achei o Closet Bank maravilhoso. Mesmo com os bugs, a única coisa que eu não gostava era o fato de só poder criar subcategorias, mas isso não influia em nada na hora de montar os looks – se bem que se você for MUITO metódica e quiser catalogar até penteados e maquiagem, o Closet Couture te permite criar estas categorias de forma mais organizada. Eu tinha até decidido que esta era a melhor opção para mim, mas quando isso aconteceu, eu não conhecia o Closet Couture ainda.

Ele mostra seus looks em formas de álbuns (ganhou pontos, porque o Closet Bank mostra uma lista de nomes e você tem que clicar em um por um até achar o que quer) e, além disso, tem um sistema, assim você sabe quando usou aquela roupa pela última vez ou planeja seus looks com antecedencia e também possui uma opção de fazer as malas! Nem preciso dizer que é maravilhoso para quem se divide entre duas cidades, né? Ou para controlar o que foi levado em uma viagem, assim não fica aquela sensação de que está deixando alguma coisa para trás.

Se você gosta de trocar roupas com as amigas ou trabalha com consultoria de imagem, o Closet Couture te permite criar looks para outras pessoas ou pegar peças emprestadas do guarda-roupa alheio para montar os seus looks.

Para quem mora nos EUA e/ou compra muito pela internet, existem várias coleções de marcas como Elizabeth and James que permitem que você adicione essas peças no seu guarda-roupas para montar looks a partir delas, adicionar as peças na wishlist, enfim… O site também auxilia na hora de planejar as compras online.

Se você não fala inglês e não confia em sites, prefere maior privacidade e acha melhor ter esse inventário no computador pois assim você não depende de internet para acessá-lo, uma boa opção é o brasileirissimo Com qual roupa?.

O único ‘porém’ é que é um programa pago. O download custa R$385,00. Você pode baixar a versão de demonstração (que vem com peças da criadora do programa, Dany Padilla) e usá-la por 30 dias para ver se gosta.

Suas roupas também ficam bem organizadas, ele é todo em português e fácil de mexer.  Adicionar novas peças também, já que não é necessário fazer upload, apenas transferir para uma pasta e permite cadastrar quantas vezes uma peça foi usada – ótimo para controlar que peças você usa mais ou menos, assim você planeja melhor as próximas compras.

O programa vem com alguns textos com dicas sobre algumas peças (vestidos chemisier, tulipa, etc) e o que eu achei mais legal de tudo: possui um bazar virtual para que as usuárias vendam as peças que não desejam mais e as peças podem ser adicionadas nele através do próprio aplicativo!

Além dessas, existem muitas outras opções, pagos ou gratuitos, inclusive para celulares, estes quatro são apenas os que eu conheci e testei.





por Érica Minchin - 4 de maio de 2010

Já tinha dito que adorei essa loja quando soube que ela inaugurou em Santos

E, como esse ano voltei a dar as optativas de Moda no colégio Univérsitas, passei a ter mais contato com esse público da marca – o que só fez com que minha opinião sobre ela fosse reforçada.

Há um tempo recebi as fotos da coleção de outono/inverno da marca. Apesar de um pouco de atraso, não poderia deixar de dividi-las.

A inspiração dessa temporada foram as princesas, mas não pense que são aquelas frágeis e indefesas!

A marca quebra a “fofurice” do tema com referências super atuais, criando imagens cheias de personalidade – e nada infantis ou adultas demais.

A alfaiataria reina: muitas camisas, casacos bem cortados, cardigãs confortáveis e, como não poderiam faltar, os coletes para complementar as produções.

O fato de serem peças que muitas irmãs mais velhas, mães, tias e outras não inclusas na faixa etária atingida pela marca usam, faz com que a cliente não se sinta “de fora” simplesmente por ser mais nova. Mas cada ítem é proposto de uma forma mais compatível com adolescentes.

A marca dá uma aula de como balancear elementos: o jovial sem parecer infantil; o meigo sem parecer indefeso; o ar mais maduro mas que não envelhece, o atual misturado com o clássico…

A T-shirt básica estampada com um coração é cordenada com jeans mais curto, justérrimo e acid-washed, coletes de cores escuras, mix de colares longos de correntes e pérolas.

A feminilidade e elegância do jabô, que dá um ar mais maduro por exemplo, é contrastada pelo tecido xadrez com o qual a camisa com esse detalhe é feita – a peça fica mais moderna e fresca. O clássico tailleur se renova quando o paletó ganha bolsos com zíperes e a saia é em formato tulipa.

A delicadeza do balone e dos laços é compensada pelo corte de alfaiataria e cores sóbrias das peças, passando uma aparência menos “menininha” .

E se isso não bastar, o styling do lookbook é super sugestivo e traz ítens vistos nos mais famosos e inspiradores blogs de street style do mundo. Vale a atenção dos pés até as cabeças:  as meias são 3/4, 7/8 ou meias-calças grossas que podem ser coloridas ou em tons neutros, mas sempre dando aquele up; as botas cowboy de cano curto e as headbands também estão presentes, afinal são febre há algumas temporadas.

No fim das contas, o que garante o sucesso de uma marca não é ser super diferente, mas saber associar tendências e vontades ao seu público alvo, seguindo uma linha coerente e bem definida.

A Lua deu um show e, aqui, dou meus parabéns à equipe da marca!





por Érica Minchin -

Devo confessar que até o ano passado eu não dava lá MUUUITA atenção ao baile do Met, embora reconhecesse sua importância.

Mesmo assim, em 2009 acompanhei apenas alguns comentários pelo twitter… Mas, esse ano, resolvi caçar as fotos em tempo real.

Eis aqui minhas impressões:

Depois de aparecer em algumas passarelas pelo mundo, a fenda continua marcando seu território em um dos maiores eventos fashions do ano.

Emma Watson, Kate Hudson, Kery Washington, Demi Moore e Kate Perry libertaram suas Jessicas Rabbits interiores.


Bar Refaeli e Blake Lively se jogaram nos super curtos e J-Lo e Anne Hathaway optaram pelo estilinho princesa.

As Jessicas (Sarah Jessica Parker – uma das minhas favoritas, e Jessica Alba) fizeram as deusas gregas.

Além de SJP, outra maravilhosa era Nicole Richie.

Como nem tudo são flores, enquanto Gwen Stefani ensinava como se adequar à um evento sem perder a personalidade, algumas me decepcionaram.

O troféu “I mean, really?” vai para Gisele. Ainda bem que é a Gisele, porque esse vestido não ornou.


Carolina Herrera também poderia passar sem as luvas brancas.

Mas o que me surpreendeu mesmo foi a quantidade de pessoas sem noção de “proporção peitoral”.

Janet Jackson e essa pessoa  (que eu não sei quem é) me apavoraram. Eu não sei se eu olho pro centro de mesa roubado e preso ao ombro, ou para o decote absurdo da Christina Hendricks (who?). Bom senso?

Em meio a tudo isso, uma pessoa ganhou minha admiração eterna: Zoe Saldana. Mostrando que dá para ser MUITO sexy e elegante com um look super clean.

Reparou nas costas? Divino!





por Érica Minchin - 29 de março de 2010

Agora que eu já ensinei a fazer a saia de tule, deixo aqui alguns looks para inspirar.

Para um look como o que Simone Monte vestiu no SPFW, use a sua saia de tule como forro, sobreponha uma saia básica por cima, combine com regatinha e ankle boots básicas e deixe a atenção para um maxicolar.

Nesse look retirado do lookbook.nu, a meia-calça pode ser substituída por legging. A saia é combinada com peças que possuem um pouco mais de informação, como as listras da blusa e o jeans claro do colete, que contrasta com o resto. Para não deixar o visual “over”,  esconda o laço puxando-o para dentro do cós.

Para compor esse look, do Chictopia, use um forro por baixo e salpique pedraria pela saia.





por Érica Minchin -

Já estava gostando bastante de ver algumas saias de tule no Chictopia e no Lookbook.nu, mas a Thalita falou tanto desse tipo de saia que eu acabei me apaixonando também.

Eis que na última manhã de domingo acordei inspirada, lembrei que tinha tule em casa e resolvi fazer a minha.

quase sem volume, para não me deixar ainda maior.

A saia é tão versátil que pode ser usada sobre um forro ou com legging por baixo (ela fica transparente porque fiz sem, propositalmente), ou com outra saia por cima, como se a saia de tule fosse o forro da saia de cima (fiz isso com a minha saia de lurex e amei).

Fica linda combinada com: t-shirts divertidas – quebram o ar “arrumadinho” e, dependendo, infantil da saia; camisas, camisetas e regatinhas básicas; ankle boots, sapatilhas e até all star, caso queira compor um look com um quê de rebelde.

Não estava com vontade de fazer molde, ou de mexer na máquina (tule é até mais fácil de costurar à mão, aliás) e acabei fazendo inteira na mão – o que torna um processo bem fácil para leigos. Além do mais, quem (que não trabalha com roupas, ou ama costurar) tem/sabe mexer em máquina de costura atualmente?

Em algumas horas (pouco mais de 3) a saia estava prontíssima.

Como eu fui teimosa e não fotografei o processo todo, tive que fazer um tutorial desenhado.

Os desenhos foram feitos com pressa, depois de um longo dia de trabalho, mas estão compreensíveis.

Algumas considerações:

* quanto maior a diferença, mais terá de ser franzida e mais volumosa ficará a saia.

** se eu tenho um quadril de 90cm e quero que meu cós tenha 10cm de altura, a minha tira terá 95cmx25cm. Lembre-se de deixar altura suficiente para que o cós cubra o alinhavo do franzido.

Ao sobrepor, o cós pode ser dobrado para fora para esconder o cós da saia sobreposta, fazendo com que ela pareça apenas uma camada. Dobrá-lo para fora também disfarça uma costura imperfeita.

Você pode fazer bordado salpicado de paetês, miçangas, vidrilhos e outras pedrarias para deixar a saia ainda mais bonita – use a imaginação!





por Érica Minchin - 28 de janeiro de 2010

Como eu contei no último post, cobri alguns dias do SPFW para o Vila Mulher.

E essa cobertura rendeu muito assunto! Eu comecei com um resumão do  Fashion Rio e o que esperar do SPFW,  expliquei como funcionam as tendências e debati se o problema do Brasil seria uma questão de moda ou de marketing.

Depois, mostrei a onda de misturar masculino e feminino, fiz uma lista de tendências moda inverno 2010, contei o meu cotidiano no diário spfw e falei sobre a  desconstrução da alfaiataria

Além disso, ainda escrevi sobre o desfile da Simone Nunes, mostrei alguns inspiradores looks com coletes, e entrevistei Julia Petit!

Claro que isso ainda vai render assunto pra muitas colunas, mas se você não conferiu o especial do Vila, clica nesses links!





por Érica Minchin - 18 de janeiro de 2010

Eu sei, eu sei que eu desapareci… E vou continuar sumida, pelo menos até a semana que vem. Além de muito trabalho, terei mais um pouco: Vou cobrir alguns dias do SPFW para o Vila Mulher!

Amanhã estou indo para lá, mas você já encontra algumas colunas relacionadas ao assunto (e muito mais!) lá no portal.

Sei que vou encontrar muita coisa bacana, então o que não der para colocar lá, depois eu coloco aqui… E passando a correria, faço o meu apanhado de favoritos e dou os meus pitacos do que passou nas semanas nacionais!